Breve descrição do Município - A atribuição da Carta de Foral à Guarda, a 27 de novembro de 1199, pelo rei D. Sancho I, marca a origem da cidade mais alta de Portugal Continental. Oito séculos de história receberam uma valiosa herança histórica e patrimonial, acrescida de uma intensa e apelativa programação cultural. A Cidade da Saúde e do ar puro presenteia o visitante com a beleza das suas paisagens e com um vasto património natural.
A Guarda é uma cidade hospitaleira e de gastronomia rica por excelência, com particular destaque para o bom queijo e os inigualáveis enchidos, como é o caso da famosa morcela da Guarda. A cidade Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. Aguarda a sua Visita.
Sé Catedral da Guarda - D. Sancho I ao repovoar a cidade e ao vê-la erguer-se nas pontas dos pés do seu castelo a 1056 metros de altitude, tão perto do Céu e tão levantada da Terra, quis logo, satisfazer-lhe os anseios espirituais, abrindo-lhe uma porta para o Infinito. A Guarda, em finais do século XII e inícios do século XIII era um importante ponto estratégico na política de povoamento de D. Sancho I, facto que explica a transferência da sede de Bispado, da antiga Egitânia de Idanha-a-Velha para a Guarda. A edificação da atual Sé Catedral da Guarda iniciou-se em finais do século XIV e prolongou-se até ao século XVI.
Torre dos Ferreiros - Parte integrante do lado nascente da muralha a Torre dos Ferreiros era um dos baluartes medievais mais importantes, atualmente classificada como monumento nacional. Três portas no seu interior garantiam a total segurança da população. Entre elas encontrava-se uma porta de guilhotina, uma das poucas em Portugal. Formava, juntamente com outras portas de gonzos, um dispositivo de duplo encerramento ainda reconhecível na porta para o exterior.
Judiaria - A presença judaica sentiu-se na Guarda desde, pelo menos, o século XII. Tal como nas restantes cidades e vilas do país, os judeus eram reconhecidos como comunidade separada. A judiaria instalou-se no interior do perímetro muralhado, relativamente próxima dos principais eixos viários, como era o caso da Rua de S. Vicente e do adro da Igreja de S. Vicente, onde existia uma grande circulação económica, que assim permitia o desenvolvimento da actividade económica. A porta principal da Judiaria situa-se às Quatro Quinas, perto da Porta d´El-Rei. Esta proximidade da entrada tornava mais limitada a permanência dos Judeus no lado oriental da grande cerca medieval, isolando-os do resto da cidade.
Torre de Menagem - Torre de planta pentagonal irregular, construída em finais do século XIII, com acesso original pela porta do segundo registo, virada a poente. Atualmente encontra-se isolada na plataforma mais elevada do Centro Histórico, a 1056m de altitude. Contudo faria parte de um complexo sistema defensivo, a Alcáçova, rodeada por panos de muralha e incluía diversos edifícios, como a casa do alcaide, casernas e uma cisterna.
Festas, romarias ou eventos tradicionais existentes no Município:
Fevereiro/ Março – Guardafolia
Maio- Feira Ibérica de Turismo
Junho- Simpósio Internacional de Arte Contemporânea; Santos do Bairro
Julho - Festas do Senhor do Bonfim
Agosto – Festas da Senhora do Mileu
Feira de Antiguidades e Colecionismo- Junho a outubro (1º Domingo de cada mês)
Setembro- Feira farta; Festas de S. Vicente; Festas da Senhora dos Remédios
Novembro/Dezembro- Guarda Cidade Natal
Testemunho do Presidente
Em boa hora a Guarda se prontificou para ser cidade sede da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, apoiando a sua instalação numa zona nobre da cidade, no novíssimo Solar dos Vinhos da Beira Interior, situado em pleno Centro Histórico. Os vinhos de altitude encontraram casa na “mais alta cidade do país”. Esta feliz coincidência sublinha a importância e o potencial turístico da Guarda, enquanto região, e a vontade de apoiar, integrar e potenciar esta nova rota que agora surge, a Rota dos Vinhos da Beira Interior.
Conscientes da importância do Enoturismo e confiantes na qualidade dos vinhos desta região, estou certo que este projeto será mais uma das alavancas para o turismo desta nossa Beira Interior de Portugal.
Repleta de enormes potencialidades, esta Rota engrandece o nosso território e é riquíssima em diversidade, em lugares únicos que precisam de ser descobertos e desfrutados. Esta é mais uma iniciativa, que complementada com o património natural e edificado desta região, com o artesanato, a gastronomia e a hospitalidade das nossas gentes, trará novas sinergias e um novo alento ao nosso território.
É para mim um orgulho e também para todos os guardenses fazermos parte da Rota dos Vinhos da beira Interior, que agora vem juntar-se ao recente Geoparque Estrela e ao inegável património histórico e cultural da Região da Guarda, que sonha e trabalha neste momento para a Capitalidade Europeia da Cultura em 2027, com uma candidatura também ela de território, envolvendo muitos dos municípios que integram esta Rota e engrandecem esta região.
Somos um território extraordinário, com uma rota pronta a ser descoberta. A Rota dos Vinhos da Beira Interior a Guarda por si!
Carlos Chaves Monteiro