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Município Fundão

Fundão une património, natureza e gastronomia, com destaque para a cereja, a Serra da Gardunha, aldeias históricas e experiências culturais únicas.

Breve descrição do Município - O Património Monumental, a Cultura, a Natureza e a Gastronomia são os pilares em que assenta a oferta turística do concelho do Fundão que o torna um destino singular capaz de oferecer experiências memoráveis. Os amantes da natureza encontram na Serra da Gardunha e no concelho do Fundão a melhor qualidade de ar do país. Aqui o turista pode encontrar atividades de Turismo ativo como caminhadas, escalada, pesca, caça, ou se preferir um turismo mais ligado à ecologia e desfrutar dos miradouros, observatórios da natureza, reservas ecológicas e mergulhar nas praias fluviais. Destaca-se ainda pela cultura, pela gastronomia através de produtos como a cereja, o azeite, os cogumelos, entre outros. E o Fundão pode ainda ser um destino para reuniões e seminários contando com vários espaços que capacitados para a prática.

Aldeia Histórica de Castelo Novo- É de granito com certeza, com portas coloridas, balcões floridos, mas sobretudo, é um lugar a repetir! Se quer mergulhar na história e no património, Castelo Novo é do melhor que existe! Aconselhamos a percorrer esta Aldeia Histórica de Portugal e a ficar refém das palavras de José Saramago. A subida ao Castelo vale por si só, para carregar baterias e contemplar a vista sobre a Serra da Gardunha, para sentir o tempo parar no voo das andorinhas sobre a Torre de Sineira ou, simplesmente para assimilar este lugar único.

Aldeia de Montanha de Alpedrinha - Terra natal de um dos mais célebres cardeais portugueses, D. Jorge da Costa, a vila foi também assolada pelas Invasões Napoleónicas. Talhadas na pedra da encosta leste da Gardunha, as ruas da vila sugerem a subida, guiada pela silhueta das torres da Igreja Matriz e pelo trajeto sinuoso das ruas onde, o grão da pedra granítica confere uma textura única a impressionantes edifícios.

Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima - É uma aldeia única e tem motivos para o ser! Construída com pedras roladas conquistadas ao Rio Zêzere, a arquitetura típica de Janeiro de Cima faz o encanto dos visitantes numa trama labiríntica de quelhas, ruelas e balcões com surpreendentes recantos. Para quem nunca experimentou um tear manual, esta dica é para si. Visite a Casa das Tecedeiras no centro da aldeia e saiba tudo sobre o ciclo do linho, cultivado outrora nas margens do rio e que hoje dá origem a peças modernas e originais, urdidas pelas tecedeiras da aldeia.

Centro Histórico do Fundão - À primeira vista, o topónimo do Fundão pode fazer-nos imaginar uma cidade onde o sol só bate ao meio dia, no entanto, quem cá vem surpreende-se com o espaço e a vista privilegiada para a Serra da Estrela e, sobretudo, sente-se em casa. O símbolo da cidade é uma árvore de fruto, revelando a sua verdadeira origem fundiária (vulgo) agrícola. A cidade é calma e segura com inúmeras opções de visita.



Testemunho do Presidente

A cultura da vinha é ambiência vivencial estruturadora da atual paisagem rural da Cova da Beira realidade que, no Concelho do Fundão, assumiu uma expressão temporal única.

Com efeito, escavações arqueológicas feitas na Torre dos Namorados, freguesia de Vale de Prazeres e Mata da Rainha, sítio carregado de história, lendas e de mistérios, foram encontradas centenas de grainhas que permitiram concluir que já se produzia vinho nestas latitudes pelo menos desde o século II d.C. Preservadas por carbonização, foi a primeira vez em Portugal que se conseguiram datar grainhas de uva do período romano. Este registo é de uma importância extrema nas dinâmicas científicas nacionais e internacionais que se dedicam ao estudo das milenares relações, presentes em tantas culturas e tempos, entre o vinho e as comunidades colocando o Fundão no centro do campo do estudo do passado da vinha em Portugal.

As vindimas constituíam um dos momentos de maior sociabilização do antigo calendário agrícola do Concelho, que marcaram de um modo indelével as lembranças de antanho das nossas comunidades pelas sonoridades, cromias e rituais celebratórios a elas associados. Os trabalhos, os dias e as matérias da cultura da vinha constituem um património de saberes e de memórias que queremos salvaguardar associando todas as renovações e ritmos da nossa paisagem vitícola.

Em 1949, um notável grupo de cidadãos criou a Adega Cooperativa do Fundão, regrando esse fundo tradicional primitivo e afirmando com muto trabalho, sonhos, alguns desânimos e muita perseverança, a instituição na economia da região com os olhos sempre postos no futuro. A Adega Cooperativa do Fundão protegeu os pequenos viticultores possibilitando e promovendo uma gestão socialmente equilibrada e justa, desenhando estratégias de produção e princípios de distribuição insistindo sempre na qualidade e na valorização dos seus vinhos.

O ‘terroir’ que o Fundão centra renova-se, revalorizando as castas características enraizadas a estes territórios do Interior, dinamizando e trabalhando em complementaridade, afirmando um amplo horizonte de vontades de Castelo Rodrigo até à Cova da Beira, passando por Pinhel. Rota, vem nos dicionários, é um caminho que vai de um lado a outro percorrendo um eixo e unindo sítios, é palavra que tem origem no latim rupta entendido como “caminho desbravado”. E será este desbravar que, em conjunto, teremos de continuar a percorrer e a vencer.

O enoturismo constitui, nos nossos dias, um dos eixos desses novos rumos que conjuga produção, sabores e inesquecíveis experiências, aumentando os significados do vinho como líquido congregador de culturas e sensações. Vinho como líquido de união de tempos, de memórias e de sensibilidades reunidas no imagem de marca da Adega Cooperativa do Fundão que utilizou uma estatueta romana de bronze encontrada nestas terras representando possivelmente Baco jovem de braços erguidos e de mãos espalmadas segurando um cesto repleto de cachos de uvas ou nas palavras do grande Eugénio de Andrade que afloram sempre que comtemplamos a paisagem vitícola da nossa Beira: “Poucas vezes o outono se demorou / tanto nestas águas /sem as cobrir de névoa. / Dos montes desce / o vinho - não tardará nas ruas: /só ele é novo ainda, só /ele dança. Tu e eu /vamos com as folhas, as últimas /aves: tão leve / o que deixamos por herança.”

Paulo Alexandre Bernardo Fernandes

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Fundão une património, natureza e gastronomia, com destaque para a cereja, a Serra da Gardunha, aldeias históricas e experiências culturais únicas.

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